Bebia um copo de aguardente
Sentia-se ilusoriamente contente
Estava encharcado disso
Queria correr para o amigo
Que o alertava disso.
O seu mundo parecia omisso
Estava perdido
Queria ver-se livre disso
Mas era um vÃcio
Que fingia ser seu amigo.
Tinha que correr do perigo
Não tinha esconderijo
Seu espÃrito era rijo.
Vigiou-se.
Atormentou-se.
Tinha que sair daquela foice.
O mundo foi-se.
A sua mente agoirou-se.
Tinha tormento.
Deixar de se encharcar era seu alento.
Estava sonolento.
Era um processo lento.
Passou um vento.
Um vento, um mar e o lar.
De sua casa mudou-se
E o vÃcio foi-se.
Estava contente
Menos ausente
Mais presente certamente
Porque esta mente não lhe mente
E dizia-lhe contente
Que convenientemente
Foi deixar certamente
Um vÃcio displicente
Que o ligava a uma corrente
Oponente
De sempre ausente
Porque o seu vÃcio tinha de olhar
Para a mágoa não voltar
E mais se adorar
E assim se poder tornar
O seu ser vivido
Que era vivo e não morto
Assim como o vÃcio o queria deixar.
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